Ameaças de Azeroth: Draeneis & Dragões

Quem segue a conta da Red Goblin no Instagram (se ainda não segue, siga — em breve pode começar a valer bastante a pena!) deve ter visto na quarta-feira um aviso de que quinta ou sexta eu soltaria uma prévia do livro dos monstros de World of Warcraft. E aqui na Red Goblin promessa é dívida!

Captura de imagem da postagem do Instagram do dia 08 de Julho de 2020

Mas acontece que esse goblin é brasileiro, então às vezes paga as dívidas com atraso…

Chegou quinta. Foi-se a quinta. Chegou sexta (Yey! #Sextou). Foi-se a sexta. E nada de prévia.

É. Atrasou.

E sabe o que acontece com dívida que atrasa? A gente paga com multa. Então, além de mostrar como vai ficar a parte dos dragões do livro, vamos ainda mostrar a seção com a criatura vizinha dos caras: os draenei!

Sem mais delongas, aqui vai a prévia do nosso primeiro bestiário para o cenário de Warcraft:

Botão para Download

Se tudo der certo, na próxima semana eu vou soltar um post falando melhor sobre em quantas anda o projeto do bestiário de Warcraft. Se atrasar, eu bolo alguma multa legal para vocês.

World of Warcraft para D&D 5e! Pegue enquanto está quente!

Capa da adaptação de World of Warcraft para Dungeons & Dragons 5ª Edição
World of Warcraft para D&D. Edição definitiva!

Finalmente revisamos o livro básico da adaptação de World of Warcraft para Dungeons & Dragons 5ª Edição e lançamos uma nova edição. Maior! Com mais opções! Mais bonita!

Os termos usados no livro estão em conformidade com a versão brasileira dos livros básicos. Tudo para facilitar a sua vida.

O que está esperando? Pega! Pega! É grátis! Vai jogar Warcraft!

DOWNLOAD: World of Warcraft – Livro Básico v.2.0 (atualizado no dia 29/04/20)

 

2020: Agora vai!

O início de um novo ano é um momento propício para refletir sobre os projetos e objetivos deste site e o selo Red Goblin como um todo. Ainda mais quando é um ano marcado por 20 e 20 — duplo crítico!

Reformulação no site

Antes de mais nada, decidi finalmente abandonar de vez a blogueiragem (não que eu estivesse postando muito) e me dedicar exclusivamente à criação de livros e documentos para a venda ou download gratuito. Isso pode mudar no futuro, mas por hora, este site vai servir mais como um repositório do material gratuito que produzo e vitrine do material a ser vendido no futuro.

E se prepare. Porque a Red Goblin tem planos bem bacanas para esse ano!

Principais Projetos para 2020

Existem quatro projetos principais planejados para este ano. Nenhum tem uma data certa, porque quando me canso de trabalhar em um eu pulo pra fazer outro deles, revezando para não cansar. Eles serão melhor detalhados futuramente na página de Produtos, mas aqui vai uma prévia:

  • Beast Friends Forever. Um pequeno suplemento com opções para personagens que possuem companheiros animais, familiares e montarias especiais. A ideia desse produto é ajudar a tornar esses bichos mais interessantes, elevando eles à categoria de personagens coadjuvantes, no lugar de serem meras ferramentas.
  • Classy Foes: Fighters. Uma ferramenta para mestres, este livro é uma compilação de dezenas de fichas de NPCs guerreiros baseados nos arquétipos e builds mais comuns, distribuídos entre o Desafio 1/2 e 21, prontos para serem usados em suas aventuras. Daqui pra frente, quando criar guerreiros NPCs, você só precisa se preocupar com o nome e a história. Deixa a ficha por conta do livro.
  • Khorvaire’s Most Wanted. Um punhado de NPCs procurados pelas forças policiais de Eberron prontos para serem usados em sua campanha. Eles foram feitos para serem vilões recorrentes ou até patronos dos personagens jogadores, apresentando sugestões de como usá-los em seus jogos. Além disso, há um apêndice com informações sobre as forças policiais do principal continente de Eberron e fichas de membros de diferentes forças armadas.
  • Larloch’s Tomb of Foes. Um compêndio de mortos-vivos, tanto tirados de edições anteriores quanto criados exclusivamente para este livro. Mais que um bestiário, esse livro traz ainda um apêndice tratando de necromancia e regras opcionais para criar mortos-vivos mais interessantes que zumbis, esqueletos e eventuais carniçais e lívidos.

Todos estes livros serão vendidos exclusivamente pela Dungeon Master’s Guild e, por enquanto, não têm data de lançamento. O site é americano, mas dentro do arquivo à venda haverá tanto a versão em inglês quanto a versão em português, então a língua não deverá ser uma barreira.

Warcraft 5e

Fora esses, eu pretendo lançar em breve a versão definitiva do livro básico do cenário de Warcraft para D&D. Basicamente será o mesmo livro que já existe, mas com os termos de jogo ajustados de acordo com os livros lançados no Brasil, e um ajuste nas regras aqui e ali. E também, se tudo der certo, devo finalmente lançar o bestiário do cenário.

Este livro de cenário já está bastante avançado, mas está ficando grande demais. Por conta disso, eu devo lançar compêndios menores, com monstros característicos de cada região, e só depois, se tudo der certo, colocar todos esses monstros num único livro gigante. Tomei essa decisão porque percebi que se fosse lançar apenas o livrão com todos eu provavelmente não conseguiria terminar esse projeto nunca.

Obviamente, todo esse material será inteiramente gratuito, já que eu não detenho os direitos sobre o cenário de Warcraft.

Fora do Dungeons & Dragons

Apesar do selo ser especializado em D&D, ele não é o único jogo que terá lançamentos. Ainda este ano será lançado, inteiramente gratuito, um livro com a adaptação do cenário da série de jogos Fallout para a nova edição do Savage Worlds — a ser lançada pela Retropunk em Março deste ano. Esse é um projeto no qual venho trabalhando há muitos anos com meu amigo Alface, e que já nos rendeu boas horas de diversão quando fizemos o playtest. Espero que vocês também se divirtam com ele.

É isso

Esses são os planos que tenho para esse ano. Eles vão tomar um pedaço gigante do meu tempo livre, mas vou tentar cumprir com tantos quanto for possível. A adaptação do Warcraft já deixou muita gente feliz, e eu espero fazer muito mais gente feliz neste ano de 2020. Como eu disse: é o ano do duplo crítico!

D&D 5e será lançado dia 30 de Setembro de 2019 no Brasil

A Galápagos Jogos colocou em seu site uma contagem regressiva para o lançamento da edição regionalizada do Dungeons & Dragons 5ª Edição aqui no Brasil.

Contagem regressiva da Galápago Jogos.

A contagem regressiva é para o meio-dia de 30 de Setembro de 2019. À medida que chegarem maiores informações, farei novas postagens.

Persio Sposito fala sobre a versão nacional do Dungeons & Dragons 5ª Edição

Persio Sposito é o responsável pelo processo de regionalização da nova edição do Dungeons & Dragons, a ser lançado pela Galápagos Jogos à partir da segunda metade deste ano. Ele concedeu há poucos dias uma entrevista ao blog Aventureiros dos Reinos, falando sobre a tradução dos livros, seus desafios, suas expectativas e o que está na mira deles para traduzir quando terminarem o conjunto dos produtos básicos.

Capa da versão francesa do Player’s Handbook

Essa entrevista é realmente muito legal de ser conferida na íntegra, eu recomendo a todos que se interessem pelo processo de chegada do jogo no Brasil. Mas dela dá para tirar umas informações bem legais. Dentre elas:

Como falamos antes, os nomes dos livros vão seguir o padrão de manter o nome original em inglês e conferir um subtítulo traduzido. Então, os produtos básicos se chamarão:

  • Starter Set: Kit Introdutório
  • Player’s Handbook: Livro do Jogador
  • Monster Manual: Livro dos Monstros
  • Dungeon Master’s Guide: Livro do Mestre
  • Dungeon Master’s Screen: Escudo do Mestre
Capa da versão italiana do Player’s Handbook.

A data de lançamento dos produtos não foi confirmada ainda, mas é oficial que serão lançados a partir do segundo semestre deste ano.

Além disso, o Persio falou sobre a Galápagos estar antenada para os lançamentos que fazem sucesso lá fora para dar prioridade a traduzir os produtos mais populares lá fora, apesar de ainda estarem dispostos a ouvir o público. Inclusive, segundo o próprio Pérsio: “(…)já lançamos um pequeno desafio para a própria comunidade ao perguntar para o público presente na palestra do Doff, no dia 27/04, qual dos dois volumes eles preferiam que fosse lançado primeiro: Guia do Aventureiro para a Costa da Espada ou a Maldição de Strahd. O público gritou Baróvia! Futuramente vamos envolver a comunidade em outras escolhas interessantes sobre o material que está por vir.”

Ótimo sinal, não?

Isso não foi tudo. Confere mais lá na entrevista dos caras!

Novidades sobre a versão brasileira do D&D

Neste final de semana ocorreu em São Paulo o Diversão Offline, um baita evento de RPG e jogos analógicos. Nele, a Galápagos Jogos apresentou algumas novidades bastante interessantes a respeito da vindoura linha do Dungeons & Dragons 5ª Edição para o Brasil.

Felizmente, nossos amigos do Blog Joga o D20 e do canal do Youtube Rei Grifo (e se você não acompanha eles, eu realmente recomendo que o faça) acompanharam as novidades e nos informaram. Segundo a palestra da Galápagos, o cronograma de lançamentos será mais ou menos assim:

Segundo semestre de 2019:

  • Kit Introdutório – tradução do Starter Set
  • Escudo do Mestre – ainda não foi divulgado qual versão do escudo do mestre que será lançada, a minha aposta é que será o primeiro mesmo, com a ilustração dos aventureiros contra o dragão caolho.
  • Os três básicos – Eles deverão ser lançados com o nome em inglês e um subtítulo em português (ex: Player’s Handbook – O Livro do Jogador) por conta de uma diretriz imposta pela Gale Force 9.

Segundo o tradutor do Dungeons & Dragons 5ª Edição, Pérsio Sposito, a previsão é que todos os lançamentos acima sejam feitos juntos.

O primeiro escudo do mestre do D&D 5ª Edição, a minha aposta do escudo que será lançado aqui.

Lançamentos Posteriores:

  • A Maldição de Strahd – tradução de The Curse of Strahd, talvez a aventura mais celebrada desta nova edição
  • Guia do Aventureiro para a Costa da Espada – tradução do Sword Coast Adventurer’s Guide
Possível capa e contracapa da Maldição de Strahd, a primeira campanha prevista para o D&D 5e no Brasil. Foto: Blog Joga o D20

Então? O que acham da ordem de lançamentos prevista para o Brasil? Eu achei a decisão bem legal, só sinto que seria legal jogar a Rise of Tiamat antes da Maldição de Strahd, para termos primeiro uma campanha mais “padrão”. Mas aí é mera preferência minha. E a sua preferência? Qual seria?

Série Fifth Edition Fantasy no Catarse

A Sagen Editora é uma empresa nova no mercado que firmou uma parceria com a Goodman Games (responsável pelo Dungeon Crawl Classics) para trazer para o Brasil as cinco primeiras aventuras da linha Fifth Edition Fantasy – uma linha de aventuras lançadas sob a OGL e compatíveis com o Dungeons & Dragons 5ª Edição. Você pode ler um pouco mais sobre as aventuras e a linha na nota de lançamento no próprio site da Sagen.

Faltando pouco menos de um mês para a conclusão da campanha no Catarse (que conclui dia 18 de Janeiro), o projeto se encontra mais de 95% financiado. Tudo indica que ele vai bater a meta, mas ainda há incerteza sobre as metas extras – o que significa aventuras extras!

Dá para apoiar até o dia 18 de Janeiro

Lá fora, a linha Fifth Edition Fantasy tem bem mais que cinco aventuras. A Goodman Games lançou quinze títulos dos mais variados, e a Sagen já ventilou sobre trazer outros produtos além dos primeiros cinco.

Com o anúncio da chegada oficial do D&D no Brasil pelas mãos da Galápagos Jogos, é possível que o volume de lançamentos nacionais para o sistema aumente. O que você acha disso?

A Galápagos é a editora do D&D no Brasil

O NerdBunker, do Jovem Nerd, anunciou hoje mais cedo de que a editora Galápagos Jogos será a responsável pela regionalização do Dungeons & Dragons 5ª Edição no Brasil.

Segundo Yuri Fang, CEO da Galápagos:

É uma honra poder trazer o D&D para o Brasil. […] Estamos muito animados com o anúncio, e trabalharemos com a linha completa de produtos por aqui. Sabemos que, assim como nós, os fãs brasileiros estão bastante ansiosos para ver o D&D no país.

A Galápagos promete lançar a linha completa do Dungeons & Dragons, iniciando a partir do segundo semestre de 2019.

Inquietação dos Fãs

Quem acompanhou a experiência da Galápagos Jogos com o Star Wars RPG: Fronteiras do Império não anda muito esperançoso com a notícia do D&D ser trazido pelo gigante dos jogos de tabuleiro. Eles acusam a Galápagos de ter largado a linha abandonada, sem lançamentos após o Kit Introdutório e o Livro Básico, e de ter embargado a compra dos produtos importados da linha nos principais distribuidores, como Amazon e Livraria Cultura.

Por conta disso, os fãs da linha nem eram agraciados com lançamentos novos, nem tinham a possibilidade de seguir comprando suplementos em inglês para conseguirem completar suas coleções. E agora, naturalmente, eles temem que esse modus operandi se repita e a Galápagos termine impedindo que eles comprem os livros de D&D importados.

Fonte: Jovem NerdDungeons & Dragons | Quinta edição será publicada no Brasil em 2019

D&D chegará no Brasil em Abril!

O blog Joga o D20 soltou o furo hoje: D&D 5E oficialmente chegando ao Brasil! Segundo o blog, que entrou em contato diretamente com a Gale Force Nine, já existe um novo parceiro comercial disposto a trazer a versão nacional do jogo a partir de Abril de 2019, apesar da empresa não ter revelado ao blog a identidade deste novo parceiro.

Post D&D Brasil

O blog ainda entrou em contato com a Kronos Games, a empresa que possui a licença de regionalização dos board games da Wizards of the Coast pro Brasil, e eles confirmaram já saber do novo parceiro, apesar de não poderem revelar quem seja por conta do sigilo contratual exigido, e que estão empolgados com a situação.

Contudo, a página do Facebook do grupo Aventureiros dos Reinos, responsável pela publicação do Documento de Referência do Sistema oficial, disponível gratuitamente na DM’s Guild, postou há coisa de uma hora a seguinte mensagem:

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Na segunda-feira a gente confirma se são eles mesmos, ou se o meu palpite tá furado e eles estão falando de outra coisa.

Fonte: Joga o D20 | BOMBA: D&D 5E oficialmente chegando ao Brasil!

Bárbaros | O meio e o indivíduo

Vamos continuar a explorar os bárbaros com uma análise sobre como o ambiente do qual o bárbaro vem pode influenciar em como ele é. Além disso, vamos dar uma olhada rápida nos tipos de sociedades bárbaras que podem existir em seu jogo (classificadas de acordo com o tamanho) e discutir brevemente sobre como lidar com bárbaros urbanos.

Se você ainda não leu o primeiro post do Guia do Bárbaro, é recomendado que leia ele também. Mas pode começar por este se quiser. Eles não precisam serem lidos em ordem.

Terrenos Selvagens

Por haver sido criado em ambientes hostis e comumente isolados, os bárbaros tendem a terem uma visão de mundo bastante limitada. Um bárbaro criado nas planícies pode não fazer ideia do que seja um pântano, e um criado nas montanhas pode ficar extremamente intrigado ao deparar-se com a água salgada dos mares. Porém, apesar dessa limitação fazer parecer que ele é um ignorante, a realidade é que o bárbaro é um especialista em seu terreno. É naquele lugar onde ele aprendeu a caçar, coletar e sobreviver.

Quando definir o local de onde um bárbaro vem, tente considerar que comunidades bárbaras tendem a ocupar os terrenos mais inóspitos e inacessíveis, locais longe demais para o resto do mundo preocupar-se em manter relações com eles – se não fosse assim, eles teriam agricultura e/ou comércio, o que os tornaria parte do mundo tipo como civilizado. Portanto, é mais comum que eles habitem os picos de uma montanha, e não o sopé. Estepes inférteis no lugar de planícies verdejantes. Selvas densas, no lugar de florestas esparsas.

Tais terrenos influenciam bastante no tipo de bárbaro que ele é: suas vestes, tradições e equipamentos. Um bárbaro que habite savanas populadas por elefantes, por exemplo, pode ter medo de dormir em locais abertos longe de paredes ou árvores, onde ele possa ser pisoteado por um animal gigante em fuga, bem como usar as couraças desses animais para proteger-se e ter flechas e lanças com pontas de marfim. Já um que viva em uma sociedade marítima pode reclamar por andar em terra firme, sem o balanço característico dos barcos, e preferir adaptar as armaduras que veste para que sejam possíveis de serem retiradas rapidamente caso ele caia na água.

Quando criar uma comunidade bárbara para seu jogo, tente também imaginar quais as percepções que eles possuem sobre os povos civilizados e o mundo das grandes cidades. Os bárbaros impressionam-se com as cidades, ou eles acham o ambiente urbano uma grande e complexa prisão? Eles invejam os luxos de se viver em uma cidade, ou sentem que as facilidades de se viver em uma cidade estruturada terminam por amolecer as pessoas que moram lá?

Sentindo-se em Casa

Caso o mestre permita, é possível considerar que um bárbaro tenha vantagem nos testes de perícia que sejam influenciados pelo terreno quando ele estiver em um ambiente similar o bastante à sua terra natal (à cargo do Mestre definir o quão similar precisa ser).

Tal vantagem poderia influenciar nos testes que envolvam conseguir alimentos, abrigo, evitar os perigos naturais do ambiente e das criaturas que habitam nele, identificar criaturas que habitem aquele ambiente, bem como os sinais de sua presença nas proximidades, interpretar os sinais da natureza sobre catástrofes naturais e ações comuns de criaturas locais, esconder-se, antecipar emboscadas e rastrear.

Tipos de Comunidades

As comunidades bárbaras são sempre pequenas. Não possuindo agricultura em grande escala e comumente mantendo-se bastante móveis, os bárbaros não têm como sustentar uma tribo que cresça além de alguns poucos milhares de indivíduos. As exceções para esta regra geralmente são os elfos da floresta, os humanos e, mais notavelmente, os orcs, que possuem histórico de criarem nações pan-tribais (quando várias tribos juntam-se e clamam domínio sobre um território extenso o bastante a ponto de ser reconhecido pelas demais nações vizinhas). Ainda assim, estes casos são claras exceções e a maior unidade social dos bárbaros tende a ser a tribo.

Vamos dar uma breve olhada nas formas de organizações sociais dos bárbaros (classificadas por tamanho):

  • A menor unidade social bárbara é a Família (a menos que queira contar o Indivíduo como uma unidade social). Uma família bárbara, para fins deste texto, é um grupo de indivíduos que vivem sob o mesmo teto ou num agrupamento no qual eles formem uma única unidade de trabalho insubstituível (se os membros da família capazes de caçar morrerem, eles simplesmente não terão como caçar, por exemplo). Esta é a unidade mais fácil de produzir bárbaros urbanos (leia Bárbaros Entre Nós, abaixo);
  • Duas ou mais famílias podem formar um Clã, que é uma sociedade de indivíduos que apesar de formarem famílias diferentes ainda possuem uma relação sanguínea direta ou indireta e trabalham juntos pela sobrevivência de sua comunidade (se uma família não conseguir caça para alimentar-se, as outras famílias que formam o clã podem ajudá-la a sobreviver). Um clã é o mais comum de existir quando o território que os bárbaros dispõem é muito pequeno, produz poucos alimentos a serem coletados/caçados ou possui condições climáticas hostis demais para garantir a sobrevivência de um grupo maior;
  • Dois ou mais clãs podem formar uma Tribo, que é a sociedade bárbara mais duradoura. Eles trabalham em conjunto para garantir a sobrevivência de sua comunidade, porém, não possuem necessariamente laços de sangue com todos os indivíduos que fazem parte da tribo. Neste ponto, intrigas políticas e disputas diretas de poder mais comumente terminam em assassinato – e a morte de um indivíduo pode não ser mais vista como um evento tão importante para aqueles que não pertencem à sua família ou clã. Apesar de todo mundo ter uma noção das habilidades básicas necessárias para sobreviver sozinho na natureza (uma tradição passada dentro das famílias bárbaras), numa tribo já existe uma separação mais clara as funções dos indivíduos, e você pode ter indivíduos que não cuidam das necessidades imediatas de sua própria sobrevivência, mas sim cuidam de uma outra função importante e são recompensados por isso (como um carpinteiro que faz as armas de madeira dos caçadores e em troca é alimentado com parte da caça). Uma tribo precisa de um território grande para poder existir, e comumente ocupa toda uma área geográfica (como uma floresta, um grupo de colinas, uma baía);
  • Quando duas ou mais tribos conseguem juntar-se para dominar uma área extensa, temos uma Aliança Pan-Tribal. Se elas conseguirem de fato dominar a área e serem reconhecidas como soberanas naquele território pelas nações à sua volta, elas podem ser chamadas de Nação Pan-Tribal. Esta forma de comunidade é bastante rara. Você geralmente precisa de um senhor da guerra forte e astuto o bastante para conseguir juntar mais de uma tribo sob a mesma bandeira (como Gengis Khan). Sem tal liderança, as tribos simplesmente entram em guerra pelo domínio do território e soberania sobre os recursos naturais. Porém, caso esta aliança ocorra, a sociedade tribal terá dado um importante passo para deixar de tornar-se uma comunidade bárbara. Dispondo de uma hierarquia organizada, muitos indivíduos e um território grande o suficiente para abranger muitas áreas geográficas, é bem possível que a sociedade comece a necessitar da agricultura para manter seus bárbaros alimentados e que a especialização em funções não-relacionadas diretamente com a sobrevivência do grupo torne-se mais comum. Neste ponto devemos nos perguntar: serão eles ainda bárbaros?
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Fonte: Player’s Handbook (5ª edição)

Bárbaros Entre Nós

O normal é imaginar que comunidades bárbaras existem exclusivamente em terrenos selvagens, à margem ou bem distantes da civilização. Contudo, bárbaros podem existir fora destes ambientes selvagens. Um indivíduo nascido em uma das principais metrópoles do mundo pode muito bem tornar-se um bárbaro.

Talvez, a forma mais comum de um indivíduo vindo de uma sociedade civilizada tornar-se um bárbaro, é ele ser inserido num ambiente no qual seja obrigado a sobreviver sozinho. Tarzan é um bom exemplo disso, sendo um nobre que perdeu-se na selva quando ainda era criança e foi adotado por uma sociedade não-humana e não-civilizada – o filme “Tarzan – A Lenda de Greystoke” aborda muito bem essa dualidade do personagem.

Porém, essa criação não precisa acontecer desde cedo. Um indivíduo já adulto pode muito bem ser inserido numa cultura bárbara e eventualmente tornar-se um deles. A história do filme “O 13º Guerreiro” trata sobre um diplomata árabe que sai em missão com um grupo de vikings, aprende sua língua e eventualmente torna-se um guerreiro respeitado na tribo.

Mas ambas possibilidades ainda lidam com o indivíduo sendo influenciado pelo ambiente para tornar-se um bárbaro. E que tal um bárbaro urbano? Talvez, nos guetos das metrópoles, onde a lei e a ordem raramente vão, mas a pobreza e a luta pela sobrevivência são realidades do dia-a-dia, hajam indivíduos que unam-se em gangues com um funcionamento muito similar ao de tribos bárbaras – porém, adaptadas ao ambiente urbano.

Ou então, indivíduos descendentes de povos bárbaros já extintos podem eventualmente nascer portando uma terrível fúria que não pode ser contida. Eles podem já demonstrar sinais da selvageria que carregam em seu comportamento desde crianças, ou então parecerem indivíduos bastante ordeiros e calmos, mansos alguns diriam, até o momento em que a necessidade faz com que eles consigam acessar um reservatório de raiva e fúria indomável que eles sequer faziam idéia de que possuíam. O livro “NPCs”, de Drew Hayes, tem uma personagem que era a donzela da vila até pegar um machado e ser tomada pela fúria. A fúria como forma de conexão espiritual com os ancestrais, mencionada no post anterior sobre bárbaros, é uma ótima opção para bárbaros com um tom mais urbano.

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O que achou? Tem alguma dúvida ou sugestão? Quer ver algum aspecto do bárbaro sendo abordado nos próximos posts? Deixe sua opinião nos comentários.