Sábios no Twitter | O “Retomar o Fôlego” do Guerreiro só pode ser usado em combate?

Pergunta e resposta no Twitter com os designers do D&D a respeito do uso da característica de Guerreiro “Retomar o Fôlego”.

@corymacdonald | Pergunta rápida: Retomar o Fôlego, do Guerreiro, é só usável em combate?

@mikemearls | Nope. Pode ser usado a qualquer momento.

Fonte: SageAdvice.eu | Fighter “Second Wind”. Usable combat only?

Sábios no Twitter | Um mago pode se queimar com Mãos Flamejantes?

Pergunta e respostas no Twitter com os designers do D&D a respeito dos usos da magia Mãos Flamejantes.

@seanbonney: Um mago poderia se queimar com Mãos Flamejantes? Suas mãos claramente não são afetadas, mas e seus pés?

Nope. O ponto de origem da magia não está na mesma área. O mago precisaria querer se queimar.

Mike Mearls, 04 de Julho de 2014

Fonte: SageAdvice.euCan a wizard Burning Hands himself?

Sábios no Twitter | O dano do truque é determinado pelo nível na classe ou o nível total do personagem?

Pergunta e respostas no Twitter com os designers do D&D a respeito do dano causado pelos truques (magias de nível 0) e como eles interagem com os níveis de quem o conjura.

@TinyConstruct: Amo o LdJ. Com relação aos truques: um conjurador que fez multiclasse determina o dano deles levando em conta seu nível de classe ou o nível total do personagem?

Um personagem com multiclasse usa seu nível de personagem para determinar o dano de um truque.

Jeremy E. Crawford, 23 de Agosto de 2014

Fonte: SageAdvice.euWith cantrips, does a multiclass caster use their character or class level for determining damage?

Sábios no Twitter | O meio-orc pode usar ataques selvagens com ataques desarmados?

Algumas perguntas e respostas no Twitter com os designers do D&D a respeito do uso da característica de raça do meio-orc Ataques Selvagens para melhorar seus ataques desarmados.

Um Meio-Orc Monge poderia usar a característica Ataques Selvagens com seus ataques desarmados ou com a Rajada de Golpes? Ou com armas improvisadas? Obrigado! Grazie 🙂

Sim, isso não daria problemas.

Mike Mearls (@mikemearls), 20 de Agosto de 2014

Fonte: SageAdvice.euCan Half-Orc Monk use Savage Attacks trait with his unarmed strikes or Flurry?

Sábios no Twitter | A Versatilidade do Bardo serve pra Iniciativa?

Algumas perguntas e respostas no Twitter com os designers do D&D a respeito do uso da característica de classe do bardo Versatilidade para melhorar as rolagens de iniciativa.

A característica Versatilidade, do Bardo, afeta a iniciativa? PS: Parabéns pelo lançamento espetacular!

Sim, Versatilidade pode ser usado na iniciativa, já que é um teste de Destreza.

Jeremy Crawford (@JeremyECrawford), 21 de Agosto de 2014

E quanto aos testes de habilidade dos testes de resistência, se você é um Bardo? Versatilidade também se aplica?

Versatilidade só se aplica a testes de habilidade, não nos testes de resistência ou rolagens de ataque.

Jeremy Crawford (@JeremyECrawford), 24 de Setembro de 2014

Então, ele também se aplica a testes de concentração.

Não. Versatilidade beneficia testes de habilidade, não testes de resistência.

Jeremy Crawford (@JeremyECrawford), 10 de Abril de 2015

Fonte: SageAdvice.eu | Is the bard’s Jack of All Trades feature intended to apply to initiative?

Sage Advice | A filosofia por trás das regras e decisões

Curioso sobre como interpretar uma regra do Livro do Jogador? Na dúvida sobre o que a equipe do D&D quis dizer numa determinada seção do Guia do Mestre? Quer um esclarecimento sobre um trecho dúbio no Manual dos Monstros ou outro livro de D&D? Então, o Sage Advice é o que procura!

A coluna Sage Advice surgiu em 1979, na edição nº 31 da revista de jogos seminal The Dragon. À época, quem respondia as perguntas na coluna era a redatora Jean Wells. Suas respostas cobriam uma série de tópicos relacionados ao D&D: regras, etiqueta na mesa de jogo, datas de lançamentos de produtos e conhecimentos sobre o multiverso do D&D. As perguntas e respostas às vezes pendiam para o absurdo. Curioso se é possível brotar um exército de orcs? A coluna detinha a resposta: “Orcs são mamíferos e, portanto, não surgem por brotamento.”

Avançando para hoje, a nova incarnação do Sage Advice se concentra nas regras do jogo, em especial sobre como interpretá-las quando elas não são claras. Desde o lançamento desta nova edição do Dungeons & Dragons, os jogadores e editores têm jogado bastante e usado bem suas regras, e dúvidas têm surgido. Na maioria dos casos, o mestre ou os próprios jogadores são capazes de se virar. Mas naqueles casos em que o grupo não parece bolar uma saída satisfatória, vocês podem contar com a equipe do D&D. Se você tem alguma dúvida sobre as regras do D&D e gostaria que os designers do jogo a abordassem, mande sua dúvida (em inglês!) para sageadvice@wizards.com. Tentaremos da melhor forma possível responder o máximo de questões que for possível.

Caso esteja se perguntando quem responde agora a Sage Advice, ele é um dos dois principais designers da nova edição, bem como lead designer do Livro do Jogador e um dos principais designers do Guia do Mestre. Ele também é o editor administrativo que coordena a criação de material para o jogo.

E agora: nossa primeira safra de perguntas! Elas possuem um tema comum: a filosofia por trás das regras e decisões no D&D. Essas respostas devem formar a fundação para os próximos artigos da Sage Advice.

Por que ter uma coluna dessas se o mestre pode simplesmente decidir tudo?

As regras são responsáveis por boa parte do que torna o D&D um jogo, no lugar de ser apenas um exercício de narrativa improvisada. Elas foram criadas para ajudar a organizar, e até inspirar, a ação de uma campanha de D&D. As regras são ferramentas, e nós queremos nossas ferramentas no melhor estado possível. Não importa o quão boas essas ferramentas sejam, ainda é preciso um grupo de jogadores e da orientação de um mestre para conseguirem cumprir o seu papel.

O mestre é importante. Muitas coisas inesperadas podem acontecer numa campanha de D&D e nenhum conjunto de regras tem como prever absolutamente cada situação. Se o sistema tentasse isso, o jogo seria completamente injogável. Uma alternativa seria as regras limitarem bastante o que os personagens são capazes de fazer, o que iria contra a natureza aberta do D&D. O caminho que escolhemos para a edição atual foi formar uma fundação sólida de regras sobre a qual o mestre pode construir. E nós acolhemos o papel do mestre como a ponte entre as coisas que são abordadas pelas regras e aquelas que não são.

O normal numa sessão de D&D é que o mestre tome diversas decisões a respeito das regras – algumas mal são percebidas, outras são bem óbvias. Os jogadores também interpretam as regras, e o grupo todo contribui para o bom andamento do jogo. Mas há momentos nos quais não está clara a intenção por trás de uma regra, ou quando parece que uma regra contradiz outra.

É para lidar com essas situações que existe a coluna Sage Advice. Ela não substitui as decisões do mestre. Da mesma forma que as regras, a coluna foi criada para oferecer aos mestres e jogadores as ferramentas para ajustar o jogo de acordo com suas preferências. A coluna também pode revelar algumas perspectivas para te ajudar a ver aspectos do jogo sob uma nova perspectiva e auxiliá-lo a calibrar sua experiência com o D&D.

Quando respondo aqui questões relacionadas às regras, eu geralmente as abordo de acordo com uma dessas três perspectivas:

RAW.Rules as written” – o que traduz como “as regras tal qual foram escritas”. Quando eu usar a interpretação RAW das regras, estou estudando o que o texto delas diz dentro do contexto, sem levar em consideração a vontade dos designers. O texto é tratado como uma obra acabada.

Sempre que eu abordar uma regra, começarei com essa perspectiva. É importante que eu veja o que você vê, e não o que eu gostaria de ter publicado ou penso que publicamos.

RAI. Alguns de vocês têm grande interesse em saber a intenção por trás de uma regra. É aí que entra a RAI: “rules as intended” – “as regras como queríamos”. Essa abordagem busca o que os designers desejavam quando escreveram a regra em questão. Num mundo perfeito, RAW e RAI se alinhariam perfeitamente, mas algumas vezes as palavras postas no papel teimam em não concordar com a intenção do autor. Ou, talvez, as palavras conseguem comunicar a intenção com um grupo de jogadores, mas não com outro.

Quando eu escrevo sobre a interpretação RAI de uma regra, eu estou erguendo as cortinas e mostrando o que a equipe do D&D pensou quando escreveu.

RAF. Independente do que está escrito ou do que os designers queriam, o D&D é um jogo feito para divertir e o mestre tem o papel de um maestro em sua mesa. Os melhores mestres conseguem moldar o jogo no improviso, tornando tudo sensacional para seus jogadores e jogadoras. Esses mestres buscam o RAF, que significa “rules as fun” – “as regras como diversão”.

Esperamos que os mestres saibam ignorar as regras quando estiverem narrando campanhas específicas ou buscando maximizar a alegria do grupo como um todo. Algumas vezes, as minhas respostas de regras incluirão conselhos de como alcançar uma interpretação RAF para o seu grupo.

Eu recomendo buscar uma mistura saudável de RAW, RAI e RAF!

Haverá erratas para os livros básicos?

Sim, haverá. Estamos estudando o Twitter, fóruns, e-mails e nossas experiências jogando para descobrir o que nos livros básicos precisa de correção. Começaremos publicando correções ao Livro do Jogador e seguiremos depois para os demais livros.

Não espere que as erratas tragam mudanças radicais nas regras. Estamos nos concentrando em correções pontuais: cortar palavras que sobraram, adicionando as que faltaram e esclarecer o que tenha ficado confuso.

A quinta edição agora pertence aos milhares de grupos que a jogam. Seria impróprio para a equipe de design usar a errata como uma forma de refazer o jogo. Quando encontrarmos algo que precise ser refeito, e não apenas corrigido, nós colocaremos numa fila de coisas a serem alvo de playtest e possivelmente publicadas no futuro. E informaremos caso algo esteja no alvo para ser refeito em breve.

O que virá?

No próximo artigo da Sage Advice, eu explorarei uma série de perguntas envolvendo as regras. Até lá, você pode me seguir no Twitter (@JeremyECrawford), que lá eu ofereço respostas curtas para algumas perguntas de regras (em inglês) e junto material para artigos futuros desta coluna.

Publicado Originalmente em: Wizards of the Coast | Philosophy behind rules and rulings

Sábios no Twitter | Magia acelerada e magias por rodada

Algumas perguntas e respostas no Twitter com os designers do D&D a respeito do uso da característica de classe do feiticeiro Magia Acelerada e a possibilidade de conjurar mais de uma magia por rodada.

img_0541Magia Acelerada permite que um feiticeiro conjure duas magias normais por rodada ou a segunda magia precisa necessariamente ser um truque, como é dito na página 202 do Livro do Jogador?

Uma magia afetada por Magia Acelerada segue as regras normais de uma magia como ação bônus (PHB, pg. 202).

— Jeremy Crawford (@JeremyECrawford), 15 de Novembro de 2014

Ok. Então isso significa que a segunda magia deve ser sempre um truque, ou pode ser uma magia com nível acelerada?

Magia Acelerada transforma uma magia de 1 ação de qualquer nível em uma ação bônus. Quer conjurar outra magia? Veja “Ações Bônus” (PHB, pg 202).

— Jeremy Crawford (@JeremyECrawford), 15 de Maio de 2017

Então, só truques para a segunda magia?

Sim.

— Jeremy Crawford (@JeremyECrawford), 15 de Maio de 2017

Fonte: SageAdvice.eu | Does metamagic Quickened Spell allow a sorcerer to cast 2 regular spells a round?