Aventure-se em Runeterra!

Gosta de Dungeons & Dragons e também de League of Legends? Então você não pode perder Runeterra – Aventuras das Lendas, uma adaptação do cenário de Runeterra, o palco das disputas de League of Legends, para D&D 5e.

Escrito por Gabriel “Arddhu” Gastaldo e disponibilizado em seu Medium, o livro básico é um PDF de 82 páginas bastante enxuto e muito lindo. Nele há raças novas (yordles!), classes novas, regras para lidar com runas, uma descrição bem legal do mundo e seus principais reinos e, de quebra, uma coleção de itens mágicos característicos do cenário. O trabalho ficou bem legal e super palatável.

SERVIÇO

Runeterra – Aventuras das Lendas (v. 1.0)

Runeterra – Aventuras das Lendas (v.1.0)
por Gabriel Gastaldo
Livro básico de cenário (82 páginas)
Download: https://medium.com/@arddhu/runeterra-2c89cecda0ac

Bárbaros | A força, a magia e a fúria

Quando falamos em bárbaros pode haver uma pequena confusão. O termo pode servir tanto para indivíduos dotados da classe de personagem Bárbaro, quanto para aqueles vindos de sociedades à margem das grandes civilizações, comunidades denominadas como bárbaras. É claro que nem todo mundo crescido numa sociedade bárbara adota a classe Bárbaro. De fato, por ser uma classe de aventureiro, a tendência é que hajam poucos indivíduos dotados da classe em qualquer comunidade.

Porém, mesmo sem terem todos a mesma classe, todos os indivíduos daquela sociedade são bárbaros. É a comunidade na qual eles vivem que os define, a cultura de onde tiram suas tradições. E justamente por bárbaros serem definidos em grande parte pelos territórios de onde vêm e pela cultura na qual foram criados, vamos discutir um pouco estes elementos e seu impacto sobre um personagem bárbaro – seja ele dotado da classe bárbaro ou não.

O Caminho do Bárbaro

Bárbaros são indivíduos, normalmente, vindos de uma comunidade bárbara e/ou terreno inóspito. Por originarem-se de ambientes onde a violência é um recurso válido, eles comumente buscam o poderio físico como uma forma de angariarem respeito entre seus pares e garantirem sua sobrevivência. Quanto maior e mais forte que aqueles ao seu redor, menores as chances de disputarem a palavra de um bárbaro ou desafiarem-no. E há vantagens claras em evitar combates quando você vive numa sociedade sem hospitais e com menos hábitos higiênicos.

Esta dedicação à força desde cedo faz do bárbaro um oponente extremamente focado no combate. E apesar de ser importante deter o poderio necessário para superar oponentes, ser capaz de suportar castigos físicos também é. Afinal, seus oponentes também tentarão ferí-lo, e muitos dos predadores naturais das terras bárbaras usam táticas de matilha para irem aos poucos minando a resistência de seus alvos, além de comumente atacarem à noite, quando suas vítimas já tiveram um dia inteiro de atividades para cansá-la.

Tudo isso leva os bárbaros a geralmente respeitarem bastante a força. Seja ela força física ou habilidade combativa que se manifeste de outra forma. Derrotar um bárbaro em duelo justo (e entenda como justo: apenas os dois e sem magia) talvez seja a forma mais rápida de conseguir o respeito dele. A expressão “A justiça provém da força” é um ditado comum em muitas comunidades bárbaras. Quando as normas sociais não se aplicam, o modo natural é o estabelecimento de uma hierarquia baseada na capacidade de sobreviver aos seus inimigos. Provar que um indivíduo pode sobreviver a um combate com o bárbaro comprova para ele que tal indivíduo está mais apto a sobreviver, portanto, merecedor de respeito.

Engana-se quem acredita que esta fixação pelo poderio físico seja a prova de que os bárbaros buscam a força como um fim. A força e resistência física são apenas os recursos mais disponíveis e confiáveis dos quais ele dispõe para alcançar o seu real objetivo: sobreviver. E quando a sua sobrevivência, ou a sobrevivência de sua comunidade, está em jogo, um bárbaro é capaz de fazer qualquer coisa que esteja ao seu alcance.

Bárbaros com magia

Numa sociedade bárbara nem todos os indivíduos são da classe Bárbaro. E por isso é natural perguntar-se: e o papel dos usuários de magia na comunidade? É comum nas histórias deste tipo haver a figura do xamã, e em algumas há ainda druidas, bruxos, adivinhos. Estes indivíduos não buscam o poderio físico para resolver suas disputas.

E esse é o “X” da questão. Tais indivíduos normalmente ficam à margem da sociedade ou possuem uma estrutura hierárquica própria. O xamã da vila dificilmente será chamado para um julgamento por combate por raramente envolver-se na disputa hierárquica ou territorial dos demais membros da comunidade. O druida segue o mesmo esquema. Eventuais bruxos e adivinhos comumente são considerados homens santos, e mantidos separados da sociedade por sua relação única com o sobrenatural.

Estas pessoas não buscam o poderio físico como ferramenta de sobrevivência por deterem na astúcia e intimidade com as forças sobrenaturais os recursos necessários para garantirem-se em ambientes inóspitos. Apesar de poderem viver no meio da comunidade, filosoficamente, eles trilham um caminho completamente diferente. E isso se reflete na forma como as sociedades bárbaras normalmente os tratam. Ninguém quer matar ou cortar recursos daqueles que aplacam os maus espíritos e avisam a comunidade sobre profecias e maus augúrios. Seria arriscar a sobrevivência de todos os membros da sociedade.

Claro. Existem indivíduos que não se importam com isso. Bem como usuários de magia que aproveitam-se desta imunidade e posição de respeito. Mas isso é um problema com o qual os membros daquela sociedade terão de lidar.

119692_leaping_killer_2
Fonte: Complete Warrior

A Natureza da Fúria

Para qualquer observador comum, quando os bárbaros entram em fúria, eles transformam-se em máquinas de matar. Desferindo golpes sem qualquer técnica, lutando sem armadura e sem uma formação, atacando e correndo pelo campo de batalha sem seguir qualquer espécie de ordem. Viram verdadeiros animais.

Já os bárbaros vêem o estado da fúria de maneira completamente diferente. Eles não tornam-se máquinas de matar inconsequentes, mas sim deixam fluir a partir de seu corpo todo o poder primal que permeia as terras dele e de seus ancestrais. É como se ele entrasse num transe e fosse possuído por uma força da natureza com a qual ele é muito familiar.

Ele pode ver isso como uma conexão com o animal totêmico que representa seu povo ou um aspecto de sua sociedade. Bárbaros que acreditam nisso podem adotar os maneirismos do animal em questão, bramindo como um urso ou circulando sua presa como uma pantera.

Tal conexão também pode ser não com um animal espiritual, mas sim com os ancestrais do bárbaro. Ao entrar em fúria, ele pode estar personificando antigos heróis ou deuses menores relacionados à sua comunidade, deixando que seus espíritos guiem sua mão na batalha. Ou talvez ele detenha o sangue dos antigos campeões de sua civilização, e entrar em fúria seja apenas uma manifestação de sua linhagem. Ou ainda, sua fúria pode ser a fúria contida de todo o seu povo contra as injustiças que eles têm sofrido nas mãos das sociedades ditas civilizadas. E ao despertá-la, ele consegue transformar-se momentaneamente num instrumento de vingança de seus ancestrais: chegando ao ponto de gritar insultos e gritos de guerra há muito esquecidos (quem sabe, até em outra língua).

Ou então, ao entrar em fúria, o bárbaro pode personificar a própria força destrutiva da natureza. A força inexpugnável dos mares, a violência das tempestades, o poder destrutivo do vulcão. E enquanto estiver neste estado, ele não terá sua raiva aplacada até ter derramado tanto sangue quanto possível. Um bárbaro que tenha esse tipo de fúria pode sempre avançar em frente, golpeando quem estiver em seu caminho, como se fosse uma onda avassaladora; ou fazer como um furacão e simplesmente avançar para o meio de seus inimigos e começar a distribuir ataques a todos aqueles ao seu redor.

—-

O que achou do texto? Talvez ele faça parte de um livro futuro. O que mais gostaria de ver a respeito dos Bárbaros?

Warcraft 5e | Livro Básico v2.0 – Edição Definitiva!

Capa da adaptação de World of Warcraft para Dungeons & Dragons 5ª Edição
World of Warcraft para D&D. Edição definitiva!

O cenário de fantasia mais jogado do mundo reencontra o jogo de RPG mais popular de todos

O mundo de WARCRAFT é marcado pelo conflito. Forças da Aliança lutam com os exércitos da Horda pelo domínio de territórios e recursos. Forças fundamentais e aspectos divinos elegeram este planeta como o palco da batalha pela supremacia cósmica. Seres além da realidade e entidades que trazem a vida e ordem aos mundos lutam para influenciar a própria alma de Azeroth.

E muitos desses conflitos só poderão ser resolvidos com a intervenção de heróis como você!

Junte suas coisas, arregimente seus aliados e se joguem neste mundo que precisa tão desesperadamente de campeões!

DOWNLOAD: World of Warcraft – Livro Básico v.2.0 (atualizado no dia 29/04/20)

Este PDF inteiramente gratuito contém as regras necessárias para você jogar DUNGEONS & DRAGONS 5ª Edição no mundo de WARCRAFT. Nele você encontrará:

  • 8 raças novas e 2 subraças para as raças do Player’s Handbook;
  • 3 classes inteiramente novas, bem como 7 subclasses;
  • 3 antecedentes novos;
  • 10 talentos novos;
  • Novas armas, equipamentos e regras para gravar runas;
  • 64 magias novas;
  • 37 monstros novos, além de 7 fichas novas para NPCs.

É bastante material. Tudo feito com carinho para que você possa se divertir salvando Azeroth com seu grupo.

Warcraft 5e | Muito mais magia v1.03

Todo mundo curtindo jogar em Azeroth com a nossa adaptação de World of Warcraft? Ótimo! Um dos motivos que eu fiz essa adaptação convertendo os elementos do cenário para o D&D no lugar de modificar o D&D para adequar-se às particularidades do cenário de Warcraft foi para deixar os jogos no cenário compatíveis com suplementos futuros e facilitar a vida dos mestres que quiserem rodar as aventuras feitas para Dungeons & Dragons usando este mundo.

Para tornar o uso do material dos livros oficiais em Warcraft ainda mais fácil, estou desenvolvendo um suplemento chamado “Companheiro de Aventuras”, onde devo dar dicas de como usar o material publicado nos suplementos de Dungeons & Dragons para enriquecer seus jogos em Azeroth.

Parte desse trabalho foi compilar as magias novas presentes no Elemental Evil Player’s Companion (que é um livro gratuito), no Sword Coast Adventurer’s Guide e no Xanathar’s Guide to Everything. Até porque algumas delas poderiam pertencer às listas de magia das classes novas (spoiler: muitas pertencem).

Ainda deve demorar bastante para sair o Companheiro de Aventuras. Mas, até lá, que tal já ter as listas de magias das classes atualizadas com todas as magias disponíveis em suplementos oficiais e no World of Warcraft – Cenário de Campanha? Tudo completinho, pronto para ser consultado na hora de escolher quais seu personagem terá.

Download: WoW5e – Muito Mais Magia v1.03