Novidades sobre a versão brasileira do D&D

Neste final de semana ocorreu em São Paulo o Diversão Offline, um baita evento de RPG e jogos analógicos. Nele, a Galápagos Jogos apresentou algumas novidades bastante interessantes a respeito da vindoura linha do Dungeons & Dragons 5ª Edição para o Brasil.

Felizmente, nossos amigos do Blog Joga o D20 e do canal do Youtube Rei Grifo (e se você não acompanha eles, eu realmente recomendo que o faça) acompanharam as novidades e nos informaram. Segundo a palestra da Galápagos, o cronograma de lançamentos será mais ou menos assim:

Segundo semestre de 2019:

  • Kit Introdutório – tradução do Starter Set
  • Escudo do Mestre – ainda não foi divulgado qual versão do escudo do mestre que será lançada, a minha aposta é que será o primeiro mesmo, com a ilustração dos aventureiros contra o dragão caolho.
  • Os três básicos – Eles deverão ser lançados com o nome em inglês e um subtítulo em português (ex: Player’s Handbook – O Livro do Jogador) por conta de uma diretriz imposta pela Gale Force 9.

Segundo o tradutor do Dungeons & Dragons 5ª Edição, Pérsio Sposito, a previsão é que todos os lançamentos acima sejam feitos juntos.

O primeiro escudo do mestre do D&D 5ª Edição, a minha aposta do escudo que será lançado aqui.

Lançamentos Posteriores:

  • A Maldição de Strahd – tradução de The Curse of Strahd, talvez a aventura mais celebrada desta nova edição
  • Guia do Aventureiro para a Costa da Espada – tradução do Sword Coast Adventurer’s Guide

Possível capa e contracapa da Maldição de Strahd, a primeira campanha prevista para o D&D 5e no Brasil. Foto: Blog Joga o D20

Então? O que acham da ordem de lançamentos prevista para o Brasil? Eu achei a decisão bem legal, só sinto que seria legal jogar a Rise of Tiamat antes da Maldição de Strahd, para termos primeiro uma campanha mais “padrão”. Mas aí é mera preferência minha. E a sua preferência? Qual seria?

A Galápagos é a editora do D&D no Brasil

O NerdBunker, do Jovem Nerd, anunciou hoje mais cedo de que a editora Galápagos Jogos será a responsável pela regionalização do Dungeons & Dragons 5ª Edição no Brasil.

Segundo Yuri Fang, CEO da Galápagos:

É uma honra poder trazer o D&D para o Brasil. […] Estamos muito animados com o anúncio, e trabalharemos com a linha completa de produtos por aqui. Sabemos que, assim como nós, os fãs brasileiros estão bastante ansiosos para ver o D&D no país.

A Galápagos promete lançar a linha completa do Dungeons & Dragons, iniciando a partir do segundo semestre de 2019.

Inquietação dos Fãs

Quem acompanhou a experiência da Galápagos Jogos com o Star Wars RPG: Fronteiras do Império não anda muito esperançoso com a notícia do D&D ser trazido pelo gigante dos jogos de tabuleiro. Eles acusam a Galápagos de ter largado a linha abandonada, sem lançamentos após o Kit Introdutório e o Livro Básico, e de ter embargado a compra dos produtos importados da linha nos principais distribuidores, como Amazon e Livraria Cultura.

Por conta disso, os fãs da linha nem eram agraciados com lançamentos novos, nem tinham a possibilidade de seguir comprando suplementos em inglês para conseguirem completar suas coleções. E agora, naturalmente, eles temem que esse modus operandi se repita e a Galápagos termine impedindo que eles comprem os livros de D&D importados.

Fonte: Jovem NerdDungeons & Dragons | Quinta edição será publicada no Brasil em 2019

D&D chegará no Brasil em Abril!

O blog Joga o D20 soltou o furo hoje: D&D 5E oficialmente chegando ao Brasil! Segundo o blog, que entrou em contato diretamente com a Gale Force Nine, já existe um novo parceiro comercial disposto a trazer a versão nacional do jogo a partir de Abril de 2019, apesar da empresa não ter revelado ao blog a identidade deste novo parceiro.

Post D&D Brasil

O blog ainda entrou em contato com a Kronos Games, a empresa que possui a licença de regionalização dos board games da Wizards of the Coast pro Brasil, e eles confirmaram já saber do novo parceiro, apesar de não poderem revelar quem seja por conta do sigilo contratual exigido, e que estão empolgados com a situação.

Contudo, a página do Facebook do grupo Aventureiros dos Reinos, responsável pela publicação do Documento de Referência do Sistema oficial, disponível gratuitamente na DM’s Guild, postou há coisa de uma hora a seguinte mensagem:

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Na segunda-feira a gente confirma se são eles mesmos, ou se o meu palpite tá furado e eles estão falando de outra coisa.

Fonte: Joga o D20 | BOMBA: D&D 5E oficialmente chegando ao Brasil!

Mike Mearls: Como a 4ª edição deveria ter sido

Mike Mearls, principal designer do Dungeons & Dragons 5ª Edição, e também o nome forte por trás da edição anterior, respondeu no Twitter como ele gostaria que o D&D 4ª edição tivesse saído, lá nos idos de 2008:

Pergunta: Agora que já temos alguns anos de perspectiva, há algo na 4e que você acha que foi melhor do que a 5e, do ponto de vista do design?
Tipo, algo que foi removido ou modificado e que você considere que deveria ter sido um aspecto básico daquele sistema?

— Difícil de responder, porque a 4e que eu queria criar e a 4e que foi publicada são fundamentalmente diferentes. Eu queria que as classes ganhassem os poderes em intervalos diferentes, e mais laços temáticos entre os tipos de poderes.

Exemplo: com o mago, suas magias diárias dariam acesso a palavras de poder, as palavras que fazem parte do componente verbal para conjurar uma magia, como poderes por encontro. A ideia era que você poderia conjurar partes de sua magia diária como um poder por encontro.

A 4e que terminamos lançando perdeu muito dos conceitos de poderes temáticos que eu acredito que teriam tornado o núcleo do sistema bem mais robusto.

Dito isto: desafios de perícias eram um conceito interessante, mas nós não tivemos tempo o suficiente para testar. E tínhamos esse costume ruim de postar erratas sem maiores explicações. Eu andei brincando com uma nova forma de lidar com desafios de perícia na minha campanha no Vale Nentir e tem funcionado muito bem até agora.

Eu poderia escrever um livro inteiro sobre a 4ª edição ter saído do jeito que saiu. Ela é um ótimo exemplo de um conceito muito bom sendo vítima de absolutamente todas as armadilhas nas quais você pode cair durante o processo de desenvolvimento de um jogo.

Mas, voltando desse desvio no assunto: eu fico um pouco chateado comigo mesmo por não ter roubado mais dos poderes à vontade da 4e, para usar na 5e. Olhar Pungente é um brinquedo tão divertido, que não faço ideia do motivo de não termos pego ele e outros tantos para trazer para a 5e.

Cada fonte de poder possuir uma classe de cada papel era um conceito básico, mas relativamente frustrante. A 4e tinha uma tendência a criar diagramas e tentar preenchê-los sem julgar se seria uma boa ideia. Especialmente num sistema onde cada classe ocupava um espaço gigante. Forçava, assim, o design de poderes em nichos muito estreitos.

Eu preferiria muito mais a possibilidade de adotar qualquer papel dentre os 4 básicos ao dar para o jogador uma escolha importante no primeiro nível. Uma opção que fosse somada a todo poder que você usasse ou que lhe desse uma nova forma de usá-los.

Mas sim. A edição foi brilhante no que focava. Melhor abordagem dos combates dentre todas as edições já lançadas. Eis o que eu faço: eu coloco essas coisas [auras, movimentação forçada, deslocamento] como características do terreno. Assim, mesmo que os inimigos caiam, você não perde os combos ou coisas que tornem a ação mais emocionante.

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E você? O que acha que poderia ser mudado nas edições anteriores? O que acha que poderia ser trazido para esta edição?